VAST/O

instalação.

com João Carolina (BD) e Natalie Woolf (animação)

Atelier Concorde, Lisboa (2019)

Banco das Artes (BAG, Leiria, 2020)

The phonetic differences between the English word “Vast” and the Portuguese one “Vasto” lead to an exploration of the creative expression of psychological phenomena such as agoraphobia and claustrophobia and their physiological consequences such as of shortness of breath and vertigo.

 “VAST/O” aims to be a piece that generates the sensations of paradoxical spatial experiences by combining actual and animated spaces, through static and moving images. The use of comics panels in relation with a specific architectural space and the use of animation not only in its traditional channels, but also by means of augmented reality apps for interaction between viewers and spaces, will provide narrative layers that enhance the engagement of the experience.

O título surge do confronto entre a sonoridade da palavra portuguesa “vasto” e da equivalente em inglês, “vast”. Visualmente, este confronto concretiza-se através do fechado “O” com que termina a palavra portuguesa, tornando claustrofóbico o que deveria ser amplo e reflectindo, assim, ansiedades aparentemente opostas, como a agorafobia e a claustrofobia.

A instalação foi concebida através de experiências pessoais, espaciais e paradoxais relacionadas com estas fobias e, para as reflectir, contribuiu a combinação de espaços de naturezas diversas (e, por vezes, adversas), como os arquitectónicos, os da BD, os da animação, os da palavra, bem como os da própria narrativa.

Os espaços que inspiraram VAST/O são os que repelem a presença do sujeito como se fossem entidades para as quais o corpo humano é percepcionado como algo estrangeiro. Assim, a instalação torna-se uma reflexão sobre sentir-se deslocado do próprio corpo, que se torna, a um só tempo, um sítio móvel e um alienígena imóvel, incapaz de se relacionar com o que o envolve.

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